AGNOSTIC FRONT
UM MOTIM SONORO
Velhas raposas da cena hard core nova-iorquina, os Agnostic Front regressam com um álbum devastador. "Riot, Riot, Upstart", é um regresso às origens puras e duras que tornaram à banda num dos ícones maiores do género.
Caros amigos, aqui está o segundo álbum dos renascidos Agnostic Front. Depois de "Something Gotta Give", produzido por Billy Milano dos S.O.D., os Agnostic Front optaram por Lars, dos Rancid, para a produção deste disco, um dos mais maduros da banda. "Riot, Riot, Upstart" rebenta de influências Oi! Parece que a aura dos The Bussiness está a assombrar as bandas da cena nova iorquina, (Warzone, Sick Of It All, Madmall, Agnostic Front). E ainda bem, já que hoje em dia, este duro e sincero movimento se encontra minado por meninos e meninas que nele pensam encontar a vivência e a mentalidade que nunca existiu nos seus quartos cor-de-rosa.
Sempre encarei os Agnostic Front como um dos principais motores da cena hardcore. Com este regresso abrupto da banda, será de esperar que outros grupos comecem, mais uma vez, a mudar o seu som e atitude.
Voltando a "Riot, Riot, Upstart", é de salientar que a crueza e agressividade do som adquirido por estes senhores é poderosíssima (este, é, sem dúvida, um disco a ouvir bem alto) e as letras, como sempre, atacam um sistema corrupto, os falsos amigos, o estado policial, a angústia, e o ódio. Feliz ou infelizmente, as letras centram-se em experiências pessoais dos vários membros do grupo, resultando num álbum bastante sincero. Isto, claro, para aqueles que dissecam a mensagem do que ouvem.
Penso já ter escrito o suficiente sobre uma coisa que vocês têm que adquirir imediatamente. Por isso, ide comprar este discozinho, mas não se esqueçam de trocar a mochilinha pelas Doc Martens. Para que o uso das mesmas seja completo, só falta mesmo um concerto dos Agnostic Front em Portugal. Agnostic Front "Today, Tomorrow, Forever".
Gein
(Mondo Bizarre # 1)
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