ELECTRIC FRANKENSTEIN
A CRIAÇÃO DE UM MONSTRO
1999. A explosão do Punk Rock'n'Roll tráz à ribalta várias bandas, que nos últimos anos têm lutado por um lugar ao sol. Os Electric Frankenstein não são excepção.
Tudo começou, por acaso, na cidade de Nova Jersey em 1992. A ideia era fugir à rotina e escrever algumas canções que fossem excitantes de ouvir. Os primeiros concertos, na terra natal, surgem quando os ensaios do grupo começam a ser demasiado concorridos. A partir da edição do primeiro single, lançado pela editora belga Demolition Derby, tornou-se quase impossivel seguir o rasto a todos os discos da banda, espalhados por cerca de vinte editoras diferentes e dos quatro cantos do mundo.
Este ano, a aposta do grupo recaiu na Victory. Após o single "I'm Not Your Nothing" e da participação em "Built For Speed", compilação de homenagem aos Motorhead, onde fazem uma versão de "We Are The Road Crew", chega-nos o álbum "How To Make A Monster".
Mantendo a mesma fórmula, a banda continua a revitalizar o Punk Rock. As influências vão desde os Stooges, MC5 e Dead Boys até Kiss e Alice Cooper. Aliás, "How to make a Monster" é o álbum mais rock dos Electric Frankenstein, agudízado pela voz rouca de Steve Miller, que finalmente regressou à banda.
Nos novos tema da banda as letras continuam a ter um papel secundário. A prioridade é a emoção que os temas transmitem. Como diz o guitarrista Sal Canzonieri: "Provávelmente, ia-se a um concerto dos Black Flag pela emoção e não pela política".
Hugo Moutinho
(Mondo Bizarre # 1)
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