GAZA STRIPPERS
ANTENAS NO AR
Os Gaza Strippers são o “America’s Best Kept Secret”. Quando descobrirem, “Laced Candy” poucos serão os que se sentirão defraudados pela energia e encanto desta curiosa banda.
Poucos acreditavam que Rick Sims, após o fim dos Didjits, se conseguisse envolver num projecto capaz de superar a sua banda anterior. O legado dos Didjits era demasiado grande para ser ultrapassado. A sua breve passagem pelos Supersuckers, da qual resultou a participação no álbum "Sacrilicious", não lhe deixou boas recordações. Era necessário passar por cima de cinco álbuns e alguns singles sem repetir fórmulas ou recorrer a clichés antigos.
Por isso, quando formou os Gaza Strippers, o homem mais bem vestido do punk rock começou tudo de novo. Tal como com o primeiro disco dos Didjits, a banda editou o single de estreia, "Transistor", pela Bam Bam Records, propriedade de Sims, e que serve apenas para este mostrar ao mundo as suas ideias, conquistar fiéis e atrair a atenção de uma editora maior.
Editado em 1997, "Transistor" conseguiu reunir um punhado de boas críticas que valeram a esta banda de Chicago digressões contínuas por todos os buracos possíveis entre os Estados Unidos e o Canadá. Pelo meio chamaram a atenção da Man's Ruin, de Frank Kozik, que depois de ouvir "Transistor" não exitou em assinar a banda.
O resultado desta união surgiu sob a forma de "Laced Candy", onde os Gaza Strippers juntam doses iguais de punk, rock'n'roll e glam. Se a mistura pode parecer bizarra, a primeira audição do disco não o será menos. Desde "Automat", o tema de abertura, até "Yin And Yang The Flower Pot Man", a inesperada versão dos Love And Rockets que encerra o disco, "Laced Candy " é uma viagem alucinante, onde podemos sentir a atitude dos Supersuckers, misturada com o glamour dos Hanoi Rocks e a intensidade dos Motorhead.
Hugo Moutinho
(Mondo Bizarre # 1)
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