JESSE MALIN
THE FINE ART OF SELF DESTRUCTION CD Jetset
O passado musical de punk-glam “rufia” de Jesse Malin não apontaria para um disco de estreia a solo numa linha rock, de singer/songwriter com inspiração em Neil Young, Bruce Springsteen ou Steve Earle. Mas distantes estão para este rapaz com olheiras os oito anos com os D-Generation, preferindo agora o companheiro de copos Ryan Adams o qual produziu este “The Fine Art Of Self Destruction” no tempo record de estúdio de seis dias. E se parecenças óbvias com “Demolition” de Adams não são coincidência até porque as referências serão em larga medida as mesmas, falta a Malin a beleza da voz deste último, e uma certa habilidade indefinível que torne estas canções mais do que melodias de inspiração americana agradáveis entrecortadas pela electricidade das guitarras entre letras confessionais. Com edição já de 2002, somente agora (e mais vale tarde que nunca, então) “The Fine Art Of Self Destruction” tem distribuição em Portugal, disco que se em minha opinião resvala a auto-indulgência, para outros se revela um belo álbum de canções pessoais de inspiração rock americana. (5/10)
Ana Gandum
(Mondo Bizarre # 16)
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