SEX PISTOLS
GOD SAVE THE QUEEN
CD-single Virgin
O "no future" que John Lydon (na altura conhecido como Johnny Rotten) berrava em "God Save The Queen", o single que os Sex Pistols editaram a 27 de Maio de 1977, tranformou-se num quarto de século. 25 anos agora relembrados com a reedição de um dos mais polémicos singles alguma vez editados no Reino Unido. Quando o single escalou as tabelas de vendas, foi um verdadeiro corre-corre para evitar que o nome do disco aparecesse nas listagens dos discos mais vendidos. Depois, a Virgin tentou comprar espaço publicitários nas ondas radiofónicas mas sem sucesso. Uns vinte dias mais tarde, os Sex Pistols, tocam, num barco alugado a que dão o nome de "Queen Elizabeth", em pleno Tamisa, frente ao parlamento, "Anarchy in the UK".
Não tardou muito e os Sex Pistols acabavam. A digressão americna em que embarcam em 1978 acabou com os quatro (na altura Johhny Rotten, Sid Vicious, Steve Jones e Paul Cock) de costas viradas uns para os outros. No dia 2 de Fevereiro de 1979 Sid Vicious morria de overdose em Nova Iorque. Acabava assim, de modo trágico, o breve sonho de revolta começado, diz-se que por "fabrico" de Malcom McLaren, por Lydon e parceiros em 1975. Mas "God Save The Queen", juntamente com "Anarchy in the UK" ou "Pretty Vacant" ficará para sempre como um símbolo de insurreição contra o poder instituido. Com a sua capa, onde a Rainha surge de alfinete espetado na bochecha (uma imagem inspirada nas criações situacionistas), a sua verbe áspera e o som certeiro e directo, "God Save The Queen" é um dos discos fundamentais da segunda metade do século XX. A Rainha, essa, coitada ainda lá está. O Reino é que já não é bem um paraíso de subditos silênciosos e reverentes. (10/10)
Lorena Star
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