COAL CHAMBER
MÚSICA DE CÃMARA
Oriundos de Los Angeles, os Coal Chamber são um quarteto formado por Dez (voz), Rayna (baixo), Meegs (guitarra) e Mikey (bateria). Quando, em 97, o seu primeiro trabalho chegou às lojas, poucos deram por ele. Com o passar dos meses e dos quilómetros rodados, a fama da banda na estrada fez com que muitos corressem a comprar o disco. A ligação ao management de Sharon Osbourne ajudou-os a darem o salto para o cartaz do Ozzfest.
Tudo isto tornou o segundo trabalho do grupo uma das obras mais esperadas para o último ano da década. "Chamber Music" foi gravado nos Longview Farms Studios, em Boston, e para lá da mutação da banda, reflecte as experiências acumuladas pelos Coal Chamber durante ano e meio de instensas digressões. A Mondo Bizarre teve uma breve conversa com Rayna a propósito do novo disco.
Qual a razão desta capa e deste título para o vosso novo trabalho?
Pensamos que "Chamber Music" combina com o nome da banda, e como temos alguns elementos mais negros e "spooky", achámos que a imagem de um anjo ia combinar bem.
A pressão sobre os Coal Chamber para a gravação deste disco deve ter sido enorme...
Trabalhamos muito o último álbum. Andamos na estrada durante 18 meses e não tivémos o apoio da rádio ou da MTV. Ficamos muito contentes com o sucesso obtido com o primeiro disco. Agora queriamos voltar mais fortes e pesados. A nossa base é o "groove" e as guitarras. Acho que obtivémos esse som. Não nos afastamos muito do nosso som original, embora estejamos mais maturos como músicos. Pretendemos explorar um pouco a nossa sonoridade e definir ainda mais o nosso som. Penso que "Chamber Music" é um passo em frente para isso.
Este disco parece-me mais perto do heavy-metal do que o primeiro...
É mais desenvolvido que o anterior.
Vocês são de Los Angeles, trabalham para uma editora nova-iorquina e gravaram o disco em Boston.
Queriamos fugir de Los Angeles. Ficar isolados, manter-nos afastados da cena musical de L.A., sem influências exteriores. Por isso alugamos uma casa na aldeia e ficamos por lá durante três meses até acabarmos as gravações.
Acabaram por gravar 16 temas. Como vão fazer na estrada?
Os nossos concertos duram apenas uma hora, por isso vamos usar um "set" que resulta na mistura de temas dos dois discos.
Quando vêm à Europa?
Provávelmente no ano 2000.
Qual a razão de terem gravado o tema "Shock the Monkey", do Peter Gabriel e porque convidaram o Ozzy Osbourne?
Nós adoramos o tema do Peter Gabriel. É o meu tema favorito dele. Queriamos fazer isto, já há alguns anos, mas só agora tivemos os meios para isso.. Fico contente por termos guardado o tema para este disco e não o termos gravado no primeiro. Graças ao produtor obtivemos um resultado melhor.. Tivemos ainda o Ozzy. Foi uma honra ele ter colaborado connosco.
Quando lançaram o vosso primeiro disco, há três anos atrás, pensavam que chegariam tão rapidamente a este ponto, em que trabalham com a Sharon Osbourne, estão presentes no Ozzfest...
Acreditávamos em nós, mas tivemos muita sorte em encontrar as pessoas que encontramos. Por outro lado não esperávamos obter tão rapidamente este sucesso. Acreditamos muito em nós.
Foi fácil andar em digressão, sendo a única rapariga presente?
Sim, antes já vivia com eles. Além disso, tenho irmãos, por isso já estou habituada. Quando estás na estrada ficas com saudades de casa e dos teus amigos, mas acaba sempre por valer a pena.
Porque razão é que hoje em dia há tantas raparigas a tocar baixo? Coal Chamber, White Zombie, Smashing Pumpkins...
Acho que vês raparigas a tocar todos os instrumentos. O Lenny Kravitz tem uma baterista, o Kid Rock também... E há muitas raparigas a cantar e a tocar guitarra. Não sei, alguém me deu um baixo e comecei a tocar. Não escolhi, aconteceu assim. Adoro o baixo. É o meu instrumento favorito.
Que músicos mais a influenciaram?
Adoro The Cure, Duran Duran. O baixo dos Metallica. Adoro todo o tipo de música. Quando era mais nova ouvia punk rock, como os Bad Brains.
Emanuel Ferreira
(Mondo Bizarre # 1)
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