HENRY ROLLINS/RISE ABOVE
HISTÓRIA DE POLÍCIA
Henry Rollins, o organizador da compilação “Rise Above”, (que conta com artistas como Chuck D, Iggy Pop, Josh Homme, Lemmy, Mike Patton, Nick Olivery, Ryan Adams ou o próprio Rollins, e cuja base instrumental foi gravada pelos membros da Rollins Band, com ajuda de alguns antigos Black Flag), em favor dos West Memphis Three (WMT), fala sobre o álbum, do caso dos WMT, dos Black Flag e de si próprio.
West Menphis, no Arkansas, é uma cidade lixada. Como a história dos West Memphis Three (WMT) se encontra muito bem documentada noutro local (ver em http://www.wm3.org/), vou limitar-me a expor um resumo do caso.
A cinco de Maio de 1993, três jovens rapazes foram brutalmente assassinados numa zona do Arkansas conhecida como “Robin Hood Hill”. Numa tentativa desesperada para encontrar um bode expiatório, a polícia local engendrou a história de que os assassinatos eram consequência de “cultos rituais” realizados na zona. Com base apenas em suposições fornecidas por um encarregado de liberdade condicional juvenil, a polícia prendeu três adolescentes: Damien Echols, Jessie Misskelley e Jason Baldwin, que foram condenados pelo triplo homicídio apesar da total ausência de provas.
Desde a condenação de Damien, Jessie e Jason, em 1994, o caso já foi tema de dois documentários da HBO, que mostraram a total incompetência e as ideias preconcebidas com que a polícia local tratou o assunto. A luta para libertar os WMT tornou-se uma espécie de cruzada para muitos artistas e celebridades, incluindo Henry Rollins. Recentemente, Rollins concebeu, organizou e gravou um disco de beneficência com vários artistas a cantarem canções dos Black Flag.
Interessou-se por este caso por ver algo de si naqueles três miúdos?
Até certo ponto, sim. Acima de tudo, o que me irritou neste caso foi o facto de não ter sido tratado nos moldes devidos. Não se é atirado para a prisão por assassínio, nem tão pouco por uma multa de trânsito, sem provas. E onde estão as provas? Não há nenhumas!, é tudo! Não há nada que ligue estes rapazes ao crime. Mesmo que tenham sido eles quem cometeu o crime, continua a não haver provas. Mas eu não quero que eles sejam libertados por uma questão técnica. Eu acredito que eles estão inocentes. Não estou a dizer: “são precisas mais provas”. Precisam é de alguma prova. Nenhuma não é suficientemente bom e é(?) isso o que existe. Foi essa a situação que inicialmente me atraiu no caso. Mas isso é apenas a superfície. Depois descobre-se uma série de outras coisas à volta do julgamento. Descobre-se que o juiz e os membros da lei da cidade têm reputação de corruptos. Mas tudo o que acontece é meterem-se três miúdos metaleiros na cadeia. Assim sendo, fiquei bastante preocupado. E também muito furioso. Acabei por tornar a questão num assunto pessoal pois pensei que se virasse as costas a este problema. Estava a ser solidário com a situação. Enfiei-me no meu carro e meti-me à estrada.
Lembro-me de ver o primeiro documentário e ter achado que não parecia real.
Sim, fiquei a pensar que aqueles actores iam fazer uma vénia no fim e dizer: “buh! Isto é o que acontece quando a justiça americana se desfragmenta”. Mas era a realidade. Alguns dos funcionários do tribunal tinham mesmo cara de “telefilme da semana” e diziam coisas do género: ”Não faço ideia como é que vocês fazem as coisas em Berkley, Califórnia”.
Sim, exactamente. Não queria dizer que a história não fosse real. Estava a referir-me ao facto de alguns dos intervenientes serem inacreditáveis. Como, por exemplo, o padrasto.
Sim... é como se ele fosse uma personagem de ficção. A sensação com que fiquei foi a de que a corrupção faz parte do modo de fazer as coisas naquela cidade. O padrasto é apenas um prevaricador. E os outros limitam-se a fazer um papel. O mais normal de todo o documentário é ver os três miúdos na prisão. São apenas três desgraçados residentes do Arkansas. Têm cortes de cabelo estúpidos e gostam de heavy metal mas isso não é razão para prender ninguém.
Nunca tinha pensado nisso assim. Mas, de facto, os miúdos parecem as pessoas mais normais de todo o caso.
Vê-se entrevistas com eles e sente-se que eles são inocentes. As pessoas culpadas têm tendência para se encobrirem, para se desculparem e serem fugidias. Eles limitam-se a olhar para a câmara e a dizer “que diabo?”. Não é difícil ver a diferença entre uma pessoa inocente e uma pessoa culpada. Quando se vê estes miúdos muito confiantes em tribunal, pensa-se “sim, é assim que se é aos 16 anos quando se está inocente”. Vai-se cheio de atitude. Se não se fez nada não há de que ter medo. Confia-se no sistema judicial e pensa-se que de tarde já se está em casa. Quando se fez alguma coisa é que se diz coisas como “Oh! Merda!”.
Por outro lado este caso está a ter muita atenção...
É verdade. Eu sei que há pessoas inocentes em todas as cadeias da América. Mas não as posso libertar todas. Este foi um caso que me tocou. Acima de tudo foram os documentários da HBO que me despertaram o interesse. Vi-os, arrebataram-me, fiquei interessado. Nunca disse que este era um caso único. Talvez a partir daqui tenhamos mais cuidado e passemos a olhar para mais casos duvidosos deste género. Há pessoas inocentes que vão para a cadeia e talvez devamos começar a verifica-los mais vezes.
Por isso é que perguntei se este caso lhe lembrava alguma experiência pessoal. É sabido que não faz segredo do seu desagrado em relação à polícia.
Bem... não gosto de maus polícias. Não tenho problema nenhum com um polícia que faz o seu trabalho. Mas julgo que bater numa velhota com um tronco é contra a lei. Não me pagam para fazer cumprir a lei, pagam a um polícia, por isso ele devia resolver esse problema. O pintor pinta-te a casa, o trolha repara-te o telhado, e os polícias apanham os tipos maus. O problema surge quando os polícias são os tipos maus. O que é que se faz? Quem é que se chama quando um polícia se mete connosco? É o supremo jogo do gato e do rato. Para mim essa não é uma luta justa. Esse é o meu problema com os polícias. Conheço alguns polícias e estou sempre a ouvir “não me odeies, pá”. Não odeio. Se não fores um polícia racista e imbecil estou do teu lado. Se acusas falsamente as pessoas e plantas provas falsas... vai-te lixar!
Acha que este disco vai chamar ainda mais atenção para o caso?
Vai atrair alguma. Mas eu nunca sobrevalorizei a limitada capacidade da música para se obter alguma coisa.
Certo. Mas descobriu o caso ao ver um documentário, não foi? As pessoas têm que descobrir as coisas de alguma maneira.
Bem, o livrete [do CD] tem muita informação. Talvez alguém vá até ao site, escreva uma carta ao governador ou, de alguma maneira, se involva mais. O que eu espero é que haja um factor despertador.
Um Disco Tentador
Parece-me seguro dizer que este disco, mesmo se exceptuarmos o facto de ser um disco de beneficência, é algo porque muita gente esperava há muito tempo.
Sim. É um disco muito bom. Fizemos um disco muito bom. Ouço-o como se fosse apenas um fã de rock (ou do que quer que seja) e apercebo-me que, aparte a beneficência, fizemos um disco bastante explosivo. Espero que as pessoas o ouçam e o queiram comprar por causa da música. O que eu quis fazer, tanto para os artistas envolvidos como para o comprador, foi o disco mais tentador possível. Tentei fazer com que cantores com digressões muito apertadas fizessem uma pausa e cantassem de borla. E qual foi o afrodisíaco que usei para os encaminhar para o estúdio? A música dos Black Flag. Como comprador, sempre achei que a música dos Black Flag, por muito boa que fosse, nunca foi muito bem gravada. Os discos deixam um pouco a desejar na parte da produção. Achei que seria fantástico fazer um álbum de “greatest hits” dos Black Flag com cantores contemporâneos e com uma produção tais que levassem a música ao sétimo céu.
Não sei… Acho que muitas pessoas gostam da produção dos discos antigos. A crueza é um elemento importante, não acha?
Não, não acho.
A sério?
Acho que é uma treta! Eu estava lá quando ficámos sem dinheiro e tivemos que misturar tudo numa noite.
Ao ouvir o novo álbum o que espanta é ser tudo tão fiel aos originais, pois muitas vezes neste tipo de álbuns dá-se cabo das canções.
Nós não o fizemos. A música é muito boa. Tentámos agarrar-nos a ela e ir em frente. Acho que os meus rapazes [N.R. os músicos da Rollins Band] fizeram um estrondo.
Toda a música foi previamente gravada e os cantores foram surgindo conforme estavam disponíveis?
Sim. Para as camadas base fizemos 11 canções no primeiro dia e 13 no segundo. Depois, em dois dias fizemos todos os “over dubs” de guitarras. Em quatro dias acabámos todo o trabalho de estúdio. Os cantores, se se pudessem deslocar a Los Angeles, iam até ao estúdio. Senão, mandávamos partes para onde estivessem. O Neil, dos Clutch, gravou em casa; o Iggy fez a parte dele em Miami; o Ice-T e o Chuck D gravaram as partes deles em Nova Iorque; o Hank III em Nashville... onde quer que estivessem.
Quem é que lhe deu mais gozo ter no disco?
Pessoalmente...como fã? O Chuck D. Apesar de ele só dizer um verso. Eu gosto TANTO do Chuck D...
Eu também. Mas tenho que confessar que estou um bocadinho desapontado por ele apenas aparecer no início da canção. [N.R. Chuck D aparece em “Rise Above”, o tema título do disco.]
Bem…era tudo o que eu queria. Eu queria aquele barítono tonitruante para chamar os West Menphis. Tipo: “sacana, tu estás aqui porque o Chuck D está aqui!". É essa a ideia. A canção estava pronta, e uma noite eu pensei, “oh Deus, o Chuck D!”, e ouvi-a. Sabia que ele tinha que entrar neste disco por isso escrevi-lhe um e-mail de duas páginas a pedir-lhe para participar. Contei-lhe o que íamos fazer e disse-lhe, “tens que entrar nisto”. Em geral não confio nele para fazer favores mas ele acedeu. No dia seguinte recebi um e-mail dele a dizer ”claro, posso fazer isso na sexta-feira?”. Na sexta ele mandou-me um CD-R com esse verso dito de 24 maneiras diferentes. Diferentes inflecções e pausas para que nós, como produtores, pudéssemos escolher. Um profissional.
De qualquer maneira é uma excelente maneira de começar o álbum.
Sim. Sabe, é como soar o alarme. Ter o Iggy Pop também foi óptimo. Os Black Flag sempre foram uma banda muito apaixonada pelos Stooges. Não sei o que é que o Gregg Ginn [N.R. o guitarrista dos Black Flag] já ouviu do disco mas estou desejoso de saber o que é que ele sente ao ouvir o Iggy cantar uma das suas canções. O Iggy dá tudo por tudo nessa canção. O Iggy é um dos meus grandes heróis e a participação dele significa muito para mim. Fiquei muito contente por esses dois [Iggy Pop e Chuck D] terem aparecido. Vêm de ambientes diferentes mas saltaram ambos para bordo.
Regresso ao Passado
Sentiu-se dividido ao regressar a essas canções depois de tantos anos?
Bem, foi estranho regressar. Não tocava esses discos há muito tempo mas foi bom descobrir como as canções ainda funcionam bem. Os tipos da banda cresceram a ouvir estas canções e, de certo modo, eu também. Ao fim do segundo dia de ensaios, estávamos a olhar uns para os outros e a dizer: “Safa! Estou estafado!”. Canções destas arrasam-nos. Ainda que de um modo diferente, voltámos todos a tornar-nos fãs. Estive tanto tempo separado daquela banda, não escrevi nenhuma das canções e voltei ao estatuto de fã. Para mim foram duas semanas de um extraordinário karaoke. Fiquei fascinado com a intensa energia destas canções. São extremamente eficientes. Tipo: “aqui estão cinquenta segundos... o que é que podemos fazer em cinquenta segundos?”. Bem, vingança. São cinquenta densos segundos.
Referiu que o Gregg soube antecipadamente da ideia do álbum…
Sim. Não sei quanto sabe sobre as partes mais aborrecidas do negócio da música, mas, no publishing musical, o que geralmente se tem num disco é o que se chama “acordo de publishing para doze canções”. Colocam-se 15 canções num disco e recebe-se direito de editar/lançar 12. E nós concordamos com isso. De outro modo teríamos que aumentar os custos do disco. Para se pagar o direito de edição relativo às 24 canções do disco, deixaria de haver dinheiro para os miúdos que queremos ajudar. Tivemos que telefonar ao Gregg e obter a autorização dele para o “acordo de publishing para doze canções” pois é ele o editor. Se ele tivesse dito “não”, e nos tivesse obrigado a pagar pelas 24 canções, este disco teria sido inteiramente diferente. Quase não teria sido possível obter lucros e teriam sido acrescentados 2 dólares ao preço de venda a público. Eu escrevi-lhe, expliquei-lhe a situação e pedi-lhe, por favor, um “acordo de publishing para doze canções”. E ele disse “é teu”. Foi muito porreiro da parte dele.
E quanto aos outros membros da banda? Quer dizer, tem o Keith [Morris, o vocalista original dos Black Flag], tem o Chuck [Dukowski, o primeiro baixista dos Black Flag] e em ta Kira [Roessler, a baixista que substituiu Chuck Dukowski] de volta ... como é que eles se sentiram em relação a tudo isto?
Muito integrados. O Keith foi o primeiro a quem telefonei. Eu tinha uma sala para ensaiar, um estúdio para gravar e uma banda para tocar. Tudo bem, mas precisava de cantores. Podia contar comigo próprio, mas com quem mais? Tinha que telefonar ao Keith Morris. Sem ele, pelo menos para mim, não haveria disco. O Keith é um tipo fantástico e disse que sim. Disse-lhe, “foi um alívio”, e ele disse, “vá lá, tu sabias que eu ia fazer isto”. E eu respondi, “não, não sabia, mas, no que me diz respeito, este disco não tem integridade se tu não participares”. Então, ele subiu a bordo. E ouçam-me aquelas vocalizações! Quer dizer, esqueçam! Ele assassina aquela coisa. Ele é cinco estrelas. Ele entrou, atirou-se e nós dissemos, “oh meu Deus!”.
Gravaram muita coisa ao primeiro take?
Sim. Ou em dois takes. As pessoas vieram mesmo preparadas.
Há alguma coisa que o impeça de levar este projecto para a estrada?
Nâo é que eu não queira. Divertimo-nos tanto a tocar aquelas canções. Antes de gravarmos, tínhamos decidido fazer isto com 24 canções divididas em quatro blocos. Às vezes dizíamos “vamos procurar um clube e tocar”, porque as coisas soavam mesmo bem. Sim, adorava fazer meia-dúzia de concertos e dar o dinheiro aos miúdos. Acho que as pessoas iam adorar. No fundo, a única coisa que me impede é ter imensas coisas para fazer. Os meus rapazes estão em estúdio, a gravar o seu próprio disco e eu tenho uma série de outras coisas a acontecer. Não me é possível sair agora para a estrada.
Filmes, Palavras e Digressões
Tem uns filmes a estrear em breve, não tem?
Sim, tenho vários filmes para breve. Neste momento estou a meio de “Bad Boys 2” com o Will Smith e o Martin Lawrence. Fiz outro filme no início do ano, tenho um programa de televisão chamado “Full Metal Challenge” e fiz recentemente um episódio do “Drew Carey Show”... Estou metido em muita coisa. Entre digressões, torno-me freelancer. Tenho sempre montes de coisas para fazer aqui no escritório. Acabei recentemente um livro com letras de canções, que acaba de ser editado, e estamos a terminar um CD da Rollins Band para ser lançado na internet. Também estou sempre a ir a audições para vozes off, filmes e televisão. Por isso, até Janeiro, até à próxima digressão [da Rollins Band] começar, é o que vou andar a fazer.
Há alguma digressão em preparação?
Sim. 80 concertos. Iremos a todo o lado: América do Norte, Europa, Austrália e talvez até a outros lugares.
Não entendo como é que (durante os seus espectáculos falados) consegue falar durante três horas sem parar. Sem beber, sem se sentar... nada.
É apenas o que eu faço. Gosto de estar em cima de um palco. Passei metade da minha vida à frente de pessoas, a actuar. Após algum tempo acabamos por nos tornar o que fazemos. Não sei o que faria sem isto. Essas digressões são duras. Basta multiplicar uma dessas noites de que fala por 50. Há noites em que não se sabe se conseguimos, mas depois entra-se na sala e acaba por ser o melhor espectáculo desse mês.
Acha que agora todo o perigo de andar em digressão desapareceu?
Claro que agora é uma viagem mais suave e previsível do que o que costumava ser. Já não é uma aventura louca. É mais como andar de concerto profissional para concerto profissional. Na época dos Black Flag (e no início da Rollins Band), era tipo: “ACHO que vamos em digressão e PENSO que vamos conseguir fazer os concertos”. Agora é apenas “o negócio do costume. Mas não me importo, pois já não me apetece pensar se vamos ou não ter PA.
Fiquei surpreendido ao saber que não gosta de dar entrevista. Parece-me o tipo de pessoa que gosta de conversar...
Bem, não me importo , mas... quer dizer, é Sábado, tenho entrevistas até às três horas. E se visse a minha semana ... tem sido inexorável. Mas tem corrido tudo bem. Os jornalistas gostam do disco e entendem a causa. Quando é um dos meus discos é mais complicado. Tudo se resume a “justifique a sua existência” ou a “qual é a diferença entre este disco e o anterior?”. Vejamos... teclas, saxofone, coros... temos que nos defender. Com este disco é diferente. “Porque o fizeram?”: porque queríamos ajudar. “Porquê a música dos Black Flag?”: porque é música de protesto por excelência e porque vai fazer as pessoas parar. O disco é mesmo bom e se não gostas é porque não gostas mesmo. Não é por não termos tocado bem as canções ou por falta de produção. A produção é óptima, os instrumentais são grotescos e os cantores são ardentes. Por isso, se não gostarem, é mesmo porque não é a vossa onda, não por termos feito uma porcaria.
Mas a imprensa diz-lhe alguma coisa? É que já li cartas suas escritas para revistas como resposta a artigos escritos sobre si.
Quando mais velho me torno menos me afecta. Quando se é novo é-se mais sensível. Se alguém não gosta do nosso disco fica-se possesso e aborrecido. Se gostas mesmo do que fazes, dás importância ao que dizem? Não! Se ficas desfeito por causa disso, então estás inseguro acerca do que fazes. Eu não sou inseguro em relação aos meus discos porque faço discos realmente bons. Não me estou a gabar. Se não forem bons não os edito.
Matt Smith
Exclusivo Bedlam Society/Mondo Bizarre
Tradução: Raquel Pinheiro
(Mondo Bizarre # 14)
| | |